segunda-feira, 13 de abril de 2009

Bragança, cidade maravilhosa

Com diz a canção, é de facto, a cidade de Bragança, maravilhosa!...
Tem tudo… neve, CRIBN (Circular Regional Interna de Bragança do Eng.º Nunes), luzes de Natal, as quais custaram, segundo o Eng. Caseiro (Vice-Presidente da Câmara), Cinquenta Mil Euros, obras de restauro da mãe-de-água do Loreto e do espaço envolvente da Igreja de N. S. dos Aflitos, projectos de alargamento do aérodromo, duas zonas industriais (a das Cantarias e a de Mós) [só que indústria, nem vê-la], o maior Pote do Mundo, entre outros...
De facto, temos, tudo!…
Tem, a autarquia, dinheiro para luzes de natal, para delícia dos adultos; dinheiro para a CRIB; dinheiro para obras de requalificação do espaço pertença de uma entidade religiosa (Católica) e da respectiva mãe-de-água; mas… caramba!!! não tem dinheiro para a construção de passeios em muitas zonas da cidade, como a Av. das Forças Armadas, Rua Amália Rodrigues (lado Santa Maria), reconstrução do lavadouro do Loreto (junto à mãe-de-água e que existia antes da requalificação), muro de suporte da Alameda de Santa Apolónia, que ameaça ruir a qualquer momento; muro de suporte do Jardim da Av. das Forças Armadas; reconstrução da mãe-de-água, existente no Bairro de S. João de Brito, que começa a decompor-se, pedra por pedra. Afinal, há dinheiro para determinadas obras e para outras, não existe verba?
Se, se consegue verba para a requalificação do espaço envolvente da Igreja do Sr. dos Aflitos, que como disse é pertença da Igreja Católica e não espaço público, porque não se fazem candidaturas para a requalificação/construção do acima citado?
A zona do Loreto ficou, 5 estrelas. Era uma zona que precisava de intervenção urgente. Feita a mesma, há que reconhecer, o bom trabalho ali realizado. Um senão, para o passeio, que continua de cimento; o mesmo poderia e deveria ser, digo eu, de calçada portuguesa.
Não compreendo é porque nestas obras foi contemplada a Igreja. O Poder Local, quer-se Laico. A Igreja já recebe dinheiros públicos e está isenta de algumas contribuições, recebe donativos, livres de impostos. Então porque se continua a investir dinheiro no seu património, dinheiro que muita falta faz para a requalificação/construção de algumas infraestruturas existentes na cidade, e já aqui referidas.
Alguns pensarão: “Que raio é que tem uma coisa a ver com a outra?”. Tudo!!! Primeiro as infraestruturas que propiciem bem-estar e conforto aos cidadãos, depois, e só depois, é que se devem apoiar, ainda que seja através de programas/projectos, as Pessoas Colectivas/Individuais, quer estejam sobre a alçada da Concordata ou não!...
Deixo aqui, para além das fotos do que acima relato, uma questão: O que é que a Igreja dá, de borla, à Comunidade?

Utilização da água

É no mínimo estranho, que quando se pede rigor, no consumo de água, apareçam situações como a que as fotografias documentam: arrombamento do "abrigo" da boca de incêndio.
Por momentos pensei, que fosse devido às obras da CRIBN (Circular Regional Interna de Bragança do Eng.º Nunes), mas com o tempo pude verificar que não, pois a porta desapareceu no meio do entulho e não foi colocada outra no seu lugar. Como a fotografia documenta e se pode verificar no local, a mesma continua acessível a qualquer um.
Convém referir, que aquele espaço está, hoje, diferente, daquele que a foto, da porta no meio do entulho, documenta, mas a foto do "abrigo" mantém-se exactamente.
Será pedir muito, aos responsáveis pela destruição, que reponham a referida porta no "abrigo", para evitar tentações e abusos?!...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Guia "Rota da Terra Fria Transmontana - Viagem à Natureza"

Chegou até mim, o Guia “Rota da Terra Fria Transmontana – Viagem à Natureza”. É uma edição da Associação Municípios Terra Fria do Nordeste Transmontano, com sede em Bragança e publicado, talvez 2007.
Está escrito na "breve introdução", «Este pequeno guia pretende demonstrar o repositório da oferta que a região proporciona, referindo os aspectos mais singulares de cada lugar por onde passa o circuito».
Para quem gosta de disfrutar da natureza e dos encantos da ruralidade transmontana, este Guia é um precioso auxílio. É excelente o seu grafismo e conteúdo editorial. Contém tudo aquilo que o visitante precisa de saber: história, rotas e alojamento/alimentação. Este o lado positivo.
Mas... nem tudo foi bem estruturado em termos de informações úteis. Houve descuidos(?) inaceitáveis, numa publicação deste género.
No item “Informações úteis – Restaurantes”, no Troço 5 (conferir Guia e imagens aqui publicadas), existe informação enganosa; uns não existem e há ainda outro que não se aconselha a quem nos visita, pois corresse o risco de aparecer uma Times indesejada a publicitar outro tipo de rota. Este o lado negativo.
Por se tratar de um produto “turismo” que se pretende exportar, é aconselhável rigor na informação prestada. Assim, deveria a Associação, proceder às devidas alterações e retirar do mercado o actual Guia, não vá a gula, de algum turista, o trair...